quinta-feira, 20 de agosto de 2009

"O céu brilhante e vazio sobre os lados rasgados da cidade"

O som da britadeira e da música gloriosa de enterro tão doce e mórbida na tv de alguém.
O cheiro de fritura e esgoto.
O vento violento na janela - feito um papai bêbado que chega em casa com sede de estilhaçar (um genital).
E meu coração semi-vivo cravado no pedestal do céu, de lanchinho pr'algum deus esfomiado. Canibal.

Deus estuprador de sonhos.

2 comentários:

Tati Plens disse...

ah! deu até pra sentir o vento, o teu caminhar, ver o céu, e sentir o peso todo e o vazio...

cleiner micceno disse...

opa agradeço os elogios , postei um novo conto espero q goste desse abrs